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faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Serafim

Não pare, me repare
Com a luz do parto
Em um resgate afano

Sinuoso pouso sem pose
Transcendental parodoxo
Da silenciosa primavera

Regaço no Estandarte
Da Poesia Artrópoda
E pétala das Papilionáceas 

Descalço des-causado
Mútuo, mudo, murro
Muro da comunicação

Grito lânguido e afetuoso
Palavra reversa ao cais da fraternidade
Ao caos do amor, ao credo da poesia 

(Não alcanço a poesia, palavra nem parábola
Não alcanço a mim , vago
Ninguém e mundo

Morfeu do sono ressentido
Do contra-senso
A Angústia de estar acordado 
Em realidade desolada
O erro aflora
a dor adora)

Um comentário:

  1. Será fim
    Ser a fim
    Supera-se
    Super ser
    Supremo
    Sem ser
    Extremo
    Estratagema
    Estranha gema
    Esta goma
    Entranha geme
    Ex-tranha some
    Ex-trama sente
    Intransigente
    Intra-unguento
    Sentimento
    Sem ter medo
    Sem ter mente
    Procuro uma palavra
    Mas ela me some
    E assoma o assombro
    Sem ombros
    Sem brio
    Sem braços
    Sem abraços
    Sem abalos
    Sem embalos
    Lábios
    Labor
    Lambem
    Loucos
    Poucos
    Sufocos
    Masmorra
    Mesmice
    Imundície
    Parece até ser gente

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