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desmaios

domingo, 17 de outubro de 2010

Bum !

Vou passar de mim, me guardar. Serei um canto da alma no canto da calma e então um dia ao porvir ou fenecer de mim, como tua rosa eternizada em minhas páginas e sua poesia, irei dissolver em cores, e em seus olhos que já me perderam de vista.
Entre tantos que desabalam e me badalam ao som de minhas campanas, de minhas rimas ao ensejo da dança, outro, outro você e eu. Campanas sinuosas que me me degustam insípido em tua sina, que me alcançam como travas aos meus dedos em torpor fraseado, afago, acomodado. O desejo é uma utopia metamórfica, com o ser e estar. Minhas entrelinhas me sustentam em uma aventura insensata e interminada, inter minada.  

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