eixo do trapezista funâmbulo
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drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

sábado, 3 de julho de 2010

À frílaba de coração cor-de-rosa

"Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio..."
Deste mesmo Mário Quintana que diz:
"Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!"

Pois somos trapezistas dançarinos contadores de história, e então? então dispersamos ou articulamos palavras que se des-entendem, como des-poeta temeroso a definir-se ou a deus, ao alcance da estrela e de sua metamorfose. Filósofos das marteladas - De uma moral para surdos-mudos e outros filósofos, "vulgarizo-me com a linguagem", regozijo-me simultâneo! Ser uma linha despercebida, entre dedos intrépidos e trêmulos. Desmanchar-se ao além do pensamento e além papel fazer silêncio. Voa gafanhoto, salta borboleta, mora em minhas asas.

Um comentário:

  1. Fiz que não entendi. :) (amei.) 'A lua veio nos observar, mas nem nos chamou pra festa. Porque somos obrigados a comer? Quero ir a outro planeta, ao meu planeta. Sabiam que?'. Deus é um absurdo. Ser uma linha despercebida, entre dedos intrépidos e trêmulos. A linha na qual o trapezista voador se equilibra, nas entrelinhas da prosa filosófico-poética. E em selos variados, e na interpretação do mundo, desse Caleidoscópio onde vivemos. Te leio.

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