eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

quinta-feira, 22 de julho de 2010

fado-infindo

Aparece sonhante, a evoco
Equívoco de céu que arranha alma
Ato em teia de aranha
Afia afaga da lembrança
Vestido de sigana
Sinuosa sina ornada de menina

Criamo-nos refletidos em teu azul incandescente
Impelido desabaladamente redundo estagnado ao provir
Busco sinônimos que me aliviem o silêncio cruel de teu chamado
Retorço aos gritos de lágrimas feito rios em teus campos verdes
Faz-se noite, a observo adormecer e oscilo funâmbulo
Denudado, toque minha mão gelada, olhe meu véu perdendo-se à garoa

"No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar...
E o inverno no Leblon é quase glacial "

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