eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Corvo

Escrever sem temer o segredo
Sussurrar neste agreste degredo
O poeta infante está morto
Acorrentado ao pêndulo
Suspenso anacrônico

Hóstia podre da absolvição
Antropofagia da resignação
Encouraçado no fundo do poço
Preferiria Potemkim, inquisição espanhola
Ao poço sem fundo do amor de outrora

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