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desmaios

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Era a filha da moça do sacolão, que em minha infância vi na igreja duas vezes e aqui no bairro cruzei em outras. Alguém de se passar despercebido na mais normal banalidade dos assuntos cotidianos. Alguém que se banalizou até o dia da morte. Dizem que o último suspiro foi um vômito de sangue. Me sinto velejar nessa imensidão acarminada, ermo que provoca profundo sono, lúgubre calmaria inebriante. O tempo se contrai nesse sopro, tão curto pra ela, tão longo pra mim. Adormeço em devoção.

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