eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Usura

Viver cinema e trabalhar em deleite. Como soa próspera a sina de alguém que vive em sonho.
Às vezes me parece bastar um artifício tosco para bloquear uma sinapse libertadora que inicialmente sufoca quando abrem-se os olhos. Frágeis, tímidos e intimidados. Recolhemos as migalhas que nos dão para conter a impotência do voo. Neste enclausuramento disruptivo perco a visão, junto cacos de espelho, esqueço nomes.
Que a chuva traga meu desbaste, alague o terreno para meus rebocadores partirem.
Urde o negrume da noite, peço clemência, anuncie um novo dia que mostro meu corpo, translúcido! 

 Para acordar de um sono pesado: Adriana Calcanhoto - Por que você faz cinema?

Nenhum comentário:

Postar um comentário