Às vezes me parece bastar um artifício tosco para bloquear uma sinapse libertadora que inicialmente sufoca quando abrem-se os olhos. Frágeis, tímidos e intimidados. Recolhemos as migalhas que nos dão para conter a impotência do voo. Neste enclausuramento disruptivo perco a visão, junto cacos de espelho, esqueço nomes.
Que a chuva traga meu desbaste, alague o terreno para meus rebocadores partirem.
Urde o negrume da noite, peço clemência, anuncie um novo dia que mostro meu corpo, translúcido!
Para acordar de um sono pesado: Adriana Calcanhoto - Por que você faz cinema?
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