eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Decomposição

Noite contundente em alma dilatada 
Absorve contumaz minha apatia
Entremeia volúvel minhas veias
Anseios insípidos e riscos rubros

A brancura e o inconsciente 
Ilícito e indômito permanecer
Purgado da essência ausente 
Empalidecer, padecer, descer

O silêncio do ambiente é mortal
As vozes não são audíveis 
São alcatrazes dissimulados 
Ruidosos que arranham a paz
 
Cálido tom da madrugada
Permeie por estes poros 
Compreenda a aflição dos olhos
Comporemos uma canção

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