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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mas vou até o fim!

Ouço uma música inebriante esvoaçando em minha cadeira velha que pintei de branco. Dedos fumegantes de tão nervosos suam frio quando decaem em meus pensamentos abissais. Delírios inspiradores mantém meu quarto mais iluminado. Escrevo em uma postura adequada, como se não houvesse internet, isto são papéis que guardarei ao fundo falso da gaveta. Escrevo para disfarçar a solidão. Redes sociais virtuais são um desespero kafkiano, a diferença é que fico esperando por horas e não acontece nada ao final. Eu já tive alguns amigos, hoje, tento recuperar a mim. Raramente sou trágico, às vezes entorpecido com qualquer arte, mas geralmente é um vazio entediante.

Não costumo ser tão infantil. Nem comparar infância com infâmia. Costumo ficar justificando o que falo.

4 comentários:

  1. Costumo ficar justificando o que penso.

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  2. Costumo me espelhar no insondável dos outros.
    (lindos textos!)

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  3. Costumo não saber reagir a elogios mas ficar muito contente com eles, e com comentários em geral, que são sempre raros.

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