eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Estilhaços de Verão

Transmutar sua simplicidade em cumplicidade mútua
Driblar a veracidade muda nesta alma estelar
Cantar para os céus de meus sonhos aéreos
Menos etéreos são aqueles olhares estreitos
Os passos delgados em superfície de mim

Os dias sem fim resguardam o enlace
E esperam em espasmos livrar-se
Debelo entre tantos mal feitos
Insone desvelo ao âmago eu
Epiderme esfarrapada

Brando viver pueril de outrora
Tão tolo e tão atroz esparramado
Estarrecido ao léu do inconsciente
Trilhando as migalhas recalcadas
Não há caridade ao teu viver

Devoro-me subitamente
Encolhido tão sublime
Recostado e equivocado
Pobres palavras de meu leito
Doces flores secas sob meu peito

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