eixo do trapezista funâmbulo
faíscas insones de filigranas
engrenagens do tempo
drenagens da alma
ossos, ensaios
desmaios

sábado, 9 de março de 2013

Luto

Lânguido limiar
Imperscrutável 
Desencontrado
Todo dissoluto
Como o tempo

Ducto lacrimal
Doutrora alma
Compartilhada
Agora cegada
Desmazelou-se

Se eu reverberar em tua sombra, me reconhecerás? 
Mergulharei quem sabe em mais que suas sobras?

Palavras insones e embriagadas,
Soluçam por reencontrar-se 
Resguardam cada centelha 
Do tempo passado
Remoem beijos
Com usura 
Morre de 
Saudade 


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