A Felicidade me é dês-existir, me vem furtiva e casual, não é causa nem reação, é solta, independente de mim, desprendida, despida;
Alegrei-me quando dancei ao lado da lua
lágrimas escorriam estelares por meus olhos cadentes
como vagalumes tecendo-se em pontinhos luminosos
eu só admirava da janela este ainda inacreditável satélite
Já criança apertava os olhos debaixo dos lençóis
a escuridão enlaçava-me ao espaço-inconsciente infantil
eu era puro vento, nunca tive um ventre
era e só tinha meu puro céu de nada-ser
A morte não existe, é invenção de gente tola, e tenho dito.
Estou emocionada.
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